A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira, dia 6, a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo de diversos produtos alimentícios da empresa Coguvita II Alimentos Ltda., além do recolhimento integral dos itens afetados. A decisão foi publicada por meio de resolução e decorre de irregularidades identificadas durante ações de fiscalização conduzidas pelo órgão regulador.
Segundo a Anvisa, a medida abrange todos os lotes de diferentes produtos comercializados sob as marcas Smush, Smushnuts, Smushn Go e Smushnola.
Entre os itens interditados, estão:
- Pasta de Cacau e Avelã com Cogumelos da marca Smush Smushnuts (todos os lotes).
- Pasta de Amendoim com Cogumelos da marca Smush Smushnuts (todos os lotes).
- Barra de Frutas, Amendoim, Clara de Ovo e Cogumelos da marca Smushn Go (todos os lotes).
- Granola da marca Smush Smushnola Granola Coco (todos os lotes).
- Mix de Castanhas, Sementes e Cogumelos da marca Smush Smushnola Granola Keto (todos os lotes).
- Cápsula de Café da marca Smush Mushroom Espresso (todos os lotes).
- Cápsula de Café da marca Smush Energy Mushroom Espresso (todos os lotes).

Os referidos produtos foram fabricados com os cogumelos Lion´s Mane e Cordyceps, ingredientes não permitidos porque ainda não tiveram a sua segurança avaliada para uso em produtos alimentícios. Na séria televisiva The Last of Us, o Cordyceps é um fungo real (gênero Ophiocordyceps unilateralis) que, na ficção, evoluiu para infectar humanos, transformando-os em criaturas agressivas, semelhantes a zumbis.
Descumprimento das normas
A resolução destaca que, sem a comprovação científica necessária e a análise prévia de risco, o emprego dessas substâncias em produtos alimentícios representa descumprimento das normas que regem a introdução de novos ingredientes no mercado.
Por esse motivo, a Anvisa determinou a retirada imediata dos produtos dos pontos de venda e a interrupção de qualquer atividade relacionada à sua circulação.
Além da composição irregular, o órgão regulador identificou problemas na forma de divulgação dos produtos. As embalagens e materiais promocionais atribuiriam aos alimentos supostos benefícios à saúde, como melhora da memória, do foco, da imunidade e da saúde mental, alegações que, segundo a Anvisa, não possuem respaldo científico comprovado e não foram autorizadas.




