Em 27 de outubro de 1962, o mundo enfrentou o risco iminente de uma guerra nuclear durante a crise dos mísseis de Cuba. A tensão envolvia diretamente os Estados Unidos e a União Soviética, com mísseis estratégicos posicionados por ambos os lados.
Vasili Arkhipov, oficial da Marinha Soviética de 36 anos de idade, desempenhou um papel crucial ao decidir não autorizar o lançamento de um torpedo nuclear, evitando assim um confronto de proporções catastróficas.
Isolado junto à tripulação do submarino soviético B-59, Arkhipov estava sob intensa pressão. Sem comunicação com o comando central, a situação se agravava devido à apreensão e desinformação. O cenário ilustra o clima de temor durante a Guerra Fria e a importância das decisões individuais para a manutenção da paz global.
Tensão na Guerra Fria
A crise dos mísseis de Cuba, ou Crise de Outubro, foi um ponto crítico da Guerra Fria. Em outubro de 1962, o presidente dos EUA, John F. Kennedy, revelou a instalação de mísseis soviéticos em Cuba, a meros 200 km do território americano.
Kennedy então instaurou uma “quarentena” naval em resposta, iniciando um período tenso de treze dias, que mobilizou o mundo.
Coragem de Vasili Arkhipov
Dentro do submarino B-59, Arkhipov lidou com a proposta de lançar um torpedo nuclear. Seus colegas consideravam o ataque, mas Arkhipov, como um dos três oficiais superiores necessários para autorizar o lançamento, se recusou a aprová-lo. Sua decisão decisiva impediu um conflito nuclear.
A resolução da crise veio por meio de negociações intensas entre Kennedy e o líder soviético, Nikita Khrushchev. Eles acordaram a remoção de mísseis em ambos os territórios: os soviéticos retirariam suas armas de Cuba enquanto os americanos desativassem seus mísseis na Turquia. Kennedy comprometeu-se publicamente a não invadir Cuba.
Reconhecimento do papel de Arkhipov
Vasili Arkhipov desempenhou um papel essencial, mas sua contribuição foi reconhecida somente anos após os eventos. Documentos e relatos militares posteriormente revelaram sua influência crítica.
Em 2002, figuras como Thomas Blanton enfatizaram a importância de sua decisão. Hoje, Arkhipov é lembrado como uma figura-chave na prevenção de uma guerra nuclear, exemplificando a força do discernimento em momentos de alta tensão.




