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Após 7 anos, aposentadoria vai mudar mais uma vez em 2026

Por Pedro Silvini
08/01/2026
Em Geral
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Sede do INSS

Sede da Previdência Social (Reprodução/Victor Soares/INSS)

Sete anos após a última Reforma da Previdência, aprovada em 2019, as regras para a aposentadoria no Brasil voltam a mudar em 2026. Não se trata de uma nova reforma, mas do avanço automático das regras de transição previstas na Emenda Constitucional nº 103, que elevam, ano a ano, a idade mínima e a pontuação exigidas para o acesso ao benefício.

O Ministério da Previdência Social esclarece que não houve alteração na legislação previdenciária. As mudanças que passam a valer em 2026 decorrem exclusivamente do cronograma aprovado pelo Congresso Nacional em 2019, que estabeleceu ajustes graduais até a estabilização definitiva do sistema.

Desde o dia 1º de janeiro, portanto, trabalhadores que ainda não alcançaram os requisitos passaram a enfrentar critérios mais rigorosos, o que pode adiar o acesso à aposentadoria por alguns meses ou até anos, dependendo da regra escolhida.

Idade mínima progressiva aumenta em 2026

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Na chamada regra da idade mínima progressiva, o segurado precisa cumprir simultaneamente idade mínima e tempo de contribuição. Em 2026, os critérios passam a ser:

  • Mulheres: 59 anos e seis meses de idade + 30 anos de contribuição;
  • Homens: 64 anos e seis meses de idade + 35 anos de contribuição.

A idade exigida aumenta seis meses a cada ano e continuará avançando até atingir o limite definitivo previsto na Constituição: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, o que deve ocorrer em 2031.

Regra de pontos também sobe

Outra alternativa disponível para quem já contribuía antes da reforma é a regra de pontos, que considera a soma da idade com o tempo de contribuição, sem idade mínima fixa. Em 2026, os requisitos são:

  • Mulheres: 93 pontos, com no mínimo 30 anos de contribuição;
  • Homens: 103 pontos, com no mínimo 35 anos de contribuição.

Como a pontuação aumenta um ponto por ano, quem não atinge o patamar em 2026 precisará trabalhar mais tempo. A tendência é que essa soma continue subindo até alcançar o teto previsto na reforma: 100 pontos para mulheres e 110 para homens, em 2033.

Professores seguem regras diferenciadas

Os profissionais do magistério da educação infantil, ensino fundamental e médio continuam com critérios diferenciados, mas também são impactados pela progressão anual.

Em 2026, os requisitos ficam assim:

Regra de pontos

  • Professoras: 88 pontos, com 25 anos de contribuição;
  • Professores: 98 pontos, com 30 anos de contribuição.

Regra de idade mínima progressiva

  • Professoras: 54 anos e seis meses + 25 anos de magistério;
  • Professores: 59 anos e seis meses + 30 anos de magistério.

A idade mínima para o magistério seguirá aumentando gradualmente até atingir os limites finais de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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