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Após Maduro, Trump exige que outro presidente da América Latina renuncie ao cargo político

Por Pedro Silvini
17/03/2026
Em Geral
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trump donald

(Reprodução/EPA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar tensão na América Latina ao pressionar publicamente pela saída do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, do cargo. A posição ocorre após a crise política envolvendo a Venezuela e marca uma nova escalada nas relações entre Washington e o governo cubano.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, autoridades norte-americanas teriam indicado em negociações com representantes cubanos que a renúncia de Díaz-Canel seria um dos objetivos centrais nas conversas bilaterais.

A tensão acontece em um momento delicado para Cuba. O país enfrentou recentemente um colapso total da rede elétrica nacional, que deixou grande parte da população sem energia.

A estatal Unión Nacional Eléctrica (UNE) confirmou o desligamento completo do sistema elétrico, afetando cerca de 10 milhões de habitantes. Parte da energia começou a ser restabelecida gradualmente, principalmente em hospitais e setores considerados essenciais.

Segundo o governo cubano, o país também enfrenta escassez de combustíveis, agravada após a interrupção de envios de petróleo da Venezuela.

Havana, Cuba (Reprodução/AFP)

Declarações aumentam pressão política

Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam intervir de alguma forma na ilha caribenha diante da fragilidade econômica e energética do país.

“Eu acho que posso fazer o que quiser com Cuba, para dizer a verdade. Eles estão muito enfraquecidos agora”, declarou o presidente norte-americano.

O mandatário também sugeriu a possibilidade de uma “tomada amigável” da ilha, embora não tenha detalhado como essa intervenção ocorreria.

A pressão sobre Cuba ocorre após a crise política envolvendo a Venezuela, onde Trump também havia defendido a saída do presidente Nicolás Maduro do poder.

A economia cubana tem forte dependência de combustíveis venezuelanos, e a interrupção desses envios aumentou as dificuldades energéticas no país. Nos últimos meses, a ilha registrou apagões frequentes e racionamento de energia, com impactos diretos na economia.

Governo cubano rejeita interferência

O presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o cargo em 2018 após a era dos irmãos Fidel e Raúl Castro, afirmou que qualquer negociação com os Estados Unidos deve ocorrer com respeito à soberania e ao sistema político cubano.

Historicamente, Cuba rejeita qualquer tipo de interferência externa em seus assuntos internos, posição que permanece desde a Revolução Cubana de 1959.

Especialistas apontam que a escalada de declarações pode aumentar ainda mais a tensão diplomática entre os dois países, que já mantêm relações marcadas por décadas de embargos e disputas políticas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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