O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, um dos comunicadores mais populares da televisão brasileira, pode se tornar uma das grandes apostas políticas para as eleições de 2026. Mesmo sem intenção declarada de disputar cargos públicos, o dono de um dos programas de maior audiência do SBT deverá desempenhar um papel de destaque na eventual campanha presidencial do filho, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).
Com mais de três décadas de carreira, Ratinho construiu uma relação direta e emocional com o público, formado principalmente por brasileiros das classes C, D e E. O tom popular, o improviso e o humor característicos de seu programa ajudam a manter uma audiência fiel e uma influência que vai muito além da televisão.
Essa capacidade de se comunicar com o eleitor comum é vista como um ativo político valioso para o filho, que ainda busca nacionalizar seu nome e conquistar o eleitorado popular — especialmente no Nordeste, uma região em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte influência.
Os empreendimentos se estendem também ao Paraguai, onde possui cidadania, e o apresentador já chegou a usar sua visibilidade para impulsionar projetos imobiliários próprios.
Apesar dessa projeção, Ratinho tem evitado se envolver diretamente na política. Em vídeo publicado em novembro, ele negou rumores de que teria telefonado para o presidente Lula para informar que o filho não seria candidato. “Isso é mentira. Nunca mais falei com ele desde a entrevista no meu programa. Não me intrometo na vida política do meu filho”, afirmou.
Ratinho Junior entre o Planalto e o Paraná
Enquanto o pai se mantém fora do debate partidário, Ratinho Junior avalia seu futuro político. Cotado como uma das principais lideranças da direita moderada, o governador do Paraná estaria repensando uma candidatura ao Planalto. Fontes próximas afirmam que ele considera permanecer no cargo até o fim do mandato, priorizando a sucessão estadual e buscando conter o avanço do senador Sergio Moro (União Brasil), pré-candidato ao governo paranaense.
O recuo de Ratinho Junior teria reflexos nacionais, enfraquecendo o campo de centro-direita que tenta se viabilizar como alternativa à polarização entre lulismo e bolsonarismo. O governador é visto como um “plano B” do empresariado, especialmente do setor financeiro, que também aposta em Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, como nome competitivo da direita.




