O governo da Argentina formalizou, nesta terça-feira (17), sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), em um movimento alinhado à decisão adotada anteriormente pelos Estados Unidos. A medida, no entanto, não envolve qualquer rompimento de tratados diretos com o Brasil, que segue como integrante da entidade internacional.
A retirada foi oficializada após o cumprimento do prazo previsto em acordos internacionais, um ano depois da notificação enviada pelo país à Organização das Nações Unidas (ONU).
A gestão do presidente Javier Milei justificou a saída com base em “profundas divergências” em relação à atuação da OMS, especialmente durante a pandemia de Covid-19. O governo argentino defende maior autonomia para definir suas próprias políticas de saúde pública.
A posição acompanha críticas semelhantes feitas pelo governo dos Estados Unidos, que também optou por se afastar do organismo internacional.
Cooperação internacional será mantida
Apesar da saída, autoridades argentinas afirmaram que o país não ficará isolado na área da saúde. A estratégia é manter acordos bilaterais e regionais, além da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O governo também garantiu que continuará seguindo normas internacionais, como a notificação de surtos e emergências sanitárias.
A decisão não altera relações diretas com o Brasil, mas marca uma diferença de posicionamento entre os dois países. Enquanto a Argentina deixa a OMS, o Brasil permanece como membro ativo e participante das decisões globais em saúde.
Especialistas apontam que a saída pode reduzir o acesso da Argentina a programas de financiamento, suporte técnico e fóruns internacionais, além de limitar sua influência em políticas globais de saúde.




