Brigitte Bardot, famosa atriz francesa da década de 1960, decidiu não exercer a maternidade de seu filho Nicolas, entregando a guarda ao pai, Jacques Charrier. A decisão ocorreu num período em que as expectativas sociais sobre a maternidade eram firmes e predominaram.
Bardot, que faleceu aos 91 anos no último dia 28 de dezembro, deixou claro que ser mãe não estava entre seus objetivos. Sua escolha é um ponto de referência para muitas mulheres atualmente, que também optam por caminhos diferentes dos tradicionais.
Questionando as normas sociais
Desde muito tempo, as mulheres enfrentam pressão para assumir papéis maternais, considerados uma trajetória natural para a realização feminina. No entanto, Bardot desafiou essa norma e abriu caminho para discussões sobre a escolha de não ter filhos, algo que se alinha às tendências modernas.
No Brasil, por exemplo, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filhos por mulher, a menor já registrada.
A decisão de adiar ou evitar a maternidade se justifica por fatores como carreira profissional, independência pessoal e desejo de liberdade. Dados mundiais reforçam que um crescente número de mulheres opta por não ter filhos, influenciadas por questões econômicas, emocionais e profissionais.
Mulheres que escolhem não ser mães ainda encontram resistência cultural, uma realidade que Bardot conhecia bem. A sociedade continua a valorizar a maternidade, e as expectativas culturais incentivam essa visão.
Hoje, a escolha de Bardot é percebida como um exemplo de coragem e autenticidade. Seu legado simboliza liberdade e resistência para milhões de mulheres que desafiam a ideia de que seu valor está ligado à maternidade.




