O Brasil confirmou 55 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Apesar de os números serem inferiores aos registrados no ano passado, a pasta reforça que o vírus continua em circulação e sob monitoramento constante.
De acordo com o balanço oficial, a maior parte dos casos apresenta quadros leves ou moderados, sem indícios de agravamento em larga escala até o momento. A vigilância epidemiológica segue ativa para identificar rapidamente novos registros e conter possíveis cadeias de transmissão.
Em 2025, o cenário foi mais expressivo: o país contabilizou 1.056 casos confirmados de mpox. A maior incidência ocorreu entre homens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos.
No mesmo período, foram registrados dois óbitos relacionados à doença. A comparação indica redução significativa neste início de 2026, mas autoridades sanitárias alertam que o acompanhamento precisa ser contínuo.

O que é a mpox
A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus MPXV, da família Orthopoxvirus, a mesma da varíola. A doença ganhou atenção global a partir de 2022, quando houve aumento de casos em diversos países.
Embora tenha sido inicialmente identificada em macacos, em 1958, pesquisadores apontam que roedores podem ter papel importante na manutenção do vírus na natureza. A nomenclatura dos clados foi atualizada recentemente para evitar estigmatização:
- Clado I: associado a quadros mais graves
- Clado II (IIa e IIb): geralmente relacionado a formas mais leves
Sintomas e transmissão
Os sintomas costumam surgir em duas fases. Inicialmente, o paciente pode apresentar:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores no corpo
- Calafrios
- Fraqueza
- Ínguas (gânglios inchados)
Em seguida, aparecem lesões na pele, como bolhas, feridas ou crostas. Os sintomas duram, em média, de duas a quatro semanas.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Também pode ocorrer por contato íntimo e, em situações específicas, por gotículas respiratórias em proximidade prolongada.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões cicatrizem completamente.
Prevenção e diagnóstico
O Ministério da Saúde orienta:
- Evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença
- Não compartilhar objetos de uso pessoal
- Manter higiene frequente das mãos
- Utilizar equipamentos de proteção em casos de cuidado direto
O diagnóstico é feito por meio da coleta de material das lesões para exame laboratorial por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).
Possíveis complicações
Embora a maioria dos casos evolua para recuperação espontânea, a mpox pode provocar complicações, especialmente em crianças, recém-nascidos e pessoas imunossuprimidas.
Entre os quadros graves estão:
- Lesões extensas na boca, olhos ou órgãos genitais
- Infecções bacterianas secundárias
- Pneumonia
- Encefalite
- Miocardite
Casos mais severos podem exigir internação hospitalar e uso de antivirais.




