O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (8) um novo relatório sobre a economia da América Latina e Caribe, destacando um cenário de crescimento moderado na região. O documento chama atenção para o desempenho contrastante entre países como Argentina e Brasil, além do México.
Segundo a análise, enquanto a Argentina apresenta melhora nas perspectivas econômicas, o Brasil enfrenta perda de dinamismo diante de restrições internas e limitações fiscais.
O relatório projeta crescimento de 3,6% para a Argentina, impulsionado por reformas econômicas e maior estabilidade nas condições financeiras. Já o Brasil deve crescer 2,2%, refletindo um cenário mais desafiador.
De acordo com o Banco Mundial, fatores como condições financeiras internas mais restritivas, espaço fiscal limitado e incertezas na política comercial têm impactado o desempenho da economia brasileira e mexicana.

Investimentos ainda travados
Apesar de uma leve melhora no ambiente global e da sustentação dos preços de commodities, o crescimento da região segue limitado. O consumo das famílias continua sendo o principal motor econômico, enquanto os investimentos permanecem contidos.
O relatório aponta que empresas ainda aguardam maior clareza sobre o cenário internacional e políticas internas antes de ampliar seus aportes, o que contribui para a desaceleração.
Perspectiva de renda estagnada
Outro ponto de alerta é o avanço reduzido da renda per capita na América Latina. Segundo o documento, a falta de aceleração econômica em relação a 2025 indica que os ganhos reais da população tendem a permanecer praticamente estagnados no curto prazo.
Enquanto isso, outros países da região apresentam desempenhos variados. O Paraguai, por exemplo, supera a média regional com base em exportações agrícolas e energia, enquanto na América Central há crescimento sustentado por remessas e serviços.




