Nesta sexta-feira, 9 de janeiro, o governo brasileiro vai enviar 40 toneladas de insumos de diálise à Venezuela. A operação ocorre em resposta a uma crise de saúde que ameaça cerca de 16 mil pacientes no país vizinho. Os insumos serão transportados do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para Caracas, em um avião venezuelano.
O envio dos insumos foi motivado pela destruição do maior centro de distribuição de medicamentos da Venezuela, resultante de um ataque militar dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro. Esse evento comprometeu o tratamento de milhares de pacientes renais, destacando a urgência da assistência humanitária.
A ajuda visa evitar o colapso na oferta de insumos médicos, crucial para prevenir uma crise humanitária que poderia impactar diretamente o Brasil, principalmente na fronteira de Roraima.
Cooperação humanitária em tempos de crise
A ação solidária do Brasil reflete um compromisso contínuo com a integração regional e a segurança sanitária. Além disso, remete à reciprocidade, já que a Venezuela forneceu oxigênio para o Brasil durante o colapso hospitalar em Manaus, durante a pandemia de Covid-19 em 2021.
Essa cooperação é essencial não apenas para a saúde dos venezuelanos, mas também para a estabilidade regional.
Preparação
Com a expectativa de um aumento no fluxo de migrantes na fronteira entre Roraima e a Venezuela, o Ministério da Saúde brasileiro e a Força Nacional do SUS reforçaram suas estruturas.
Embora o fluxo migratório atual se mantenha estável, medidas preventivas, como o estabelecimento de hospitais de campanha e o fortalecimento da Operação Acolhida, estão previstas para lidar com possíveis emergências.




