Em missão na Índia junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou no sábado passado (21) uma parceria com o país asiático para a produção de medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde deve investir até R$ 722 milhões na parceria ainda no primeiro ano.
O objetivo principal é poder ofertar aos pacientes do SUS os medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, muito usados no tratamento contra o câncer. No mercado, esses medicamentos podem custar de R$ 3,5 mil até R$ 20,5 mil (dependendo, é claro, da dosagem).
“Estamos saindo da Índia com acordos que vão garantir ao Brasil medicamentos modernos para o tratamento do câncer de mama, de pele e das leucemias, ampliando o acesso e salvando vidas, especialmente de mulheres”, afirmou Padilha quando anunciou a parceria com a Índia. “Mais do que assegurar esses tratamentos, estamos viabilizando a transferência de tecnologia para fortalecer a produção nacional, gerar emprego e renda e ampliar a autonomia e a segurança dos pacientes brasileiros”, comemorou o ministro da pasta.
Brasil e Índia continuam cooperação em saúde
Padilha também aproveitou a visita participando da assinatura de um termo aditivo ao Memorando de Entendimento entre os dois países, prorrogando por mais cinco anos a cooperação bilateral em saúde dos dois.
Segundo o Ministério da Saúde, o acordo amplia iniciativas conjuntas em áreas como produção de medicamentos, insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, vacinas, inteligência artificial, entre outros. “A cooperação também prevê intercâmbio técnico em áreas estratégicas, como oncologia, diabetes, doenças cardiovasculares e prevenção de doenças crônicas, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas de saúde”, afirma a pasta.




