A combinação de resultados na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas em setembro de 2025 selou mais um capítulo amargo da história do futebol venezuelano. Com a derrota do Brasil para a Bolívia por 1 a 0, em El Alto, e a virada sofrida pela Venezuela diante da Colômbia, por 6 a 3, em Maturín, a seleção vinotinto ficou fora da repescagem e viu o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, ser novamente adiado.
A Venezuela dependia de apenas um dos dois cenários para avançar: vencer a Colômbia em casa ou torcer por um triunfo brasileiro sobre a Bolívia. Nenhuma das duas hipóteses se confirmou. Os bolivianos surpreenderam a Seleção Brasileira, enquanto os venezuelanos perderam um confronto direto dramático, mesmo chegando a ficar duas vezes à frente no placar.
Noite de frustração em Maturín
O jogo no Monumental de Maturín começou de forma eletrizante. Logo aos três minutos, Segovia abriu o placar para a Venezuela com um chute cruzado. A resposta da Colômbia veio rapidamente: o zagueiro Mina, ex-Palmeiras, empatou de cabeça após escanteio. O lance gerou reclamações dos venezuelanos por uma suposta falta, mas o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio validou o gol.
Na saída de bola, a Vinotinto voltou a liderar o marcador com Josef Martínez, aproveitando falha do goleiro Kevin Mier. O ritmo intenso diminuiu, mas ainda houve espaço para lances de destaque, como uma bicicleta de Martínez que acertou o travessão.
Antes do intervalo, porém, o jogo começou a virar. Aos 42 minutos, Luis Suárez aproveitou erro da defesa venezuelana e deixou tudo igual. No segundo tempo, o atacante colombiano transformou a partida em um pesadelo para os donos da casa, marcando quatro gols no total e comandando a goleada por 6 a 3. Rondón ainda diminuiu para a Venezuela, mas Córdoba fechou o placar em contra-ataque.
Brasil tropeça e Bolívia aproveita
Enquanto a Venezuela lutava em Maturín, a Bolívia fazia sua parte no Municipal de El Alto. Jogando na altitude, os bolivianos venceram o Brasil por 1 a 0, resultado que garantiu à seleção andina a vaga na repescagem. A vitória foi decisiva para eliminar qualquer chance venezuelana, mesmo antes do apito final no confronto contra a Colômbia.
Com um ponto de vantagem no início da rodada, a Venezuela chegou a depender apenas de si. Até mesmo um empate poderia bastar, desde que o Brasil não fosse derrotado. O cenário, no entanto, virou completamente contra os vinotintos ao longo da noite.
Única seleção sul-americana que nunca disputou uma Copa do Mundo, a Venezuela terá de esperar pelo menos até 2030 para tentar, novamente, a classificação inédita. A Copa de 2026, que amplia o número de vagas, era vista internamente como a melhor oportunidade da história.




