O Brasil enfrenta um grande desafio: a expansão de sua infraestrutura de energia para atender à crescente demanda até 2035. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que serão necessárias usinas equivalentes a três vezes a capacidade de Itaipu, que é de 14.000 MW.
O CIGRE-Brasil ressalta que a falta de investimentos pode agravar o risco de blecautes, especialmente em horários de pico.
Atualmente, o governo brasileiro já encomendou 19 gigawatts em energia térmica e hidráulica. No entanto, são necessários mais 35 gigawatts de fontes despacháveis, como hidrelétricas, termelétricas e nucleares, para assegurar a estabilidade do abastecimento. A expansão deve integrar fontes renováveis, como energia eólica e solar, que já são significativas no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Desafios na expansão de infraestrutura
O aumento da capacidade de armazenamento de energia é crucial para reduzir o risco de sobrecarga e desperdício. Nos domingos, a oferta de energia sofre cortes de até 5.135 MW médios devido à baixa demanda industrial e alta produção solar.
Nas segundas-feiras, o corte é de cerca de 1.040 MW médios. Esses descompassos ilustram a necessidade urgente de ajustes na infraestrutura, para evitar possíveis colapsos energéticos.
Integração de fontes renováveis
A eficiência na integração de usinas intermitentes é essencial. A capacidade instalada do SIN atingirá 246.762 MW em meados de 2025, com mais de 43% dessa capacidade vindo de hidrelétricas.
A micro e minigeração distribuída representa 18,1% da matriz elétrica.
Riscos do curtailment
O curtailment se refere à interrupção da oferta de energia para equilibrar a produção e o consumo. Essa prática é necessária para evitar apagões e garantir a segurança do sistema elétrico, que já enfrenta situações de excesso de oferta provocadas pelas energias renováveis.




