Em junho de 2023, em Palmas (TO), Antônio Pereira do Nascimento se deparou com um valor inesperado de R$ 131 milhões em sua conta no Bradesco. O valor foi depositado erroneamente devido a um erro de transferência bancária.
Antigo cliente do banco, Antônio, motorista de profissão, comunicou prontamente a instituição e devolveu o montante, preservando seu saldo original de R$ 227.
Apesar do retorno imediato do valor, Antônio iniciou uma ação judicial visando uma indenização pelos transtornos enfrentados. Ele pleiteia uma compensação de 10% do montante erroneamente transferido, R$ 13 milhões, fundamentando sua solicitação em uma interpretação do Código Civil brasileiro que prevê retribuições em circunstâncias semelhantes.
Processo judicial
Após anos de espera, o processo judicial ainda não foi definido. O caso tramita na 6ª Vara Cível de Palmas. O Bradesco, quando consultado pelo G1 em novembro de 2025, informou não comentar processos judiciais em andamento.
A situação de Antônio reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos bancos em erros desse tipo e os direitos dos clientes. Embora a legislação exija a devolução de quantias depositadas equivocadamente, a legislação sobre compensações permanecem ambíguas, conduzindo a uma análise crítica no meio jurídico.
Além das questões financeiras, Antônio relata estresse e pressões psicológicas resultantes do incidente. Ele ainda teria detectado um aumento inesperado nas tarifas bancárias após a devolução do montante, exacerbando as tensões.
Com o processo ainda sem conclusão, a expectativa é que o tribunal se pronuncie nos próximos meses.




