Em 2021, um acontecimento notável marcou a história das loterias brasileiras: um apostador de São Paulo, detentor de um bilhete vencedor da Mega da Virada 2020, não reivindicou seu prêmio de R$ 162.625.108,22. O sorteio havia dividido R$ 325 milhões entre dois ganhadores.
Enquanto o outro vencedor, de Aracaju, resgatou sua parte, o valor ganho pelo apostador paulista foi redirecionado conforme previsto pela legislação.
Essa situação gera curiosidade sobre o destino dos prêmios de loteria não retirados. As regras estabelecem que, após 90 dias, valores não reclamados são encaminhados ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Este fundo financia a educação superior no Brasil.
Frequência de prêmios não reivindicados
O caso do prêmio de R$ 162 milhões não é isolado. Em 2020, aproximadamente R$ 311,9 milhões em prêmios de loteria não foram resgatados. As causas incluem a perda do bilhete, a falta de conferência dos números sorteados e o desconhecimento dos prazos legais para o resgate.
A Mega da Virada, em particular, diferencia-se por nunca acumular prêmios. Se ninguém acerta todas as dezenas, o valor é redistribuído entre os vencedores das categorias inferiores, como quina e quadra. Com isso, alguns prêmios acabam não sendo retirados, como evidenciado no caso de 2021.
O prêmio de R$ 162 milhões, destinado ao FIES, transformou o que poderia ser uma vantagem financeira individual em um benefício social. O fundo ajuda muitos estudantes brasileiros a acessar o ensino superior.
Para os futuros ganhadores, é essencial estar atento aos prazos de resgate para garantir que possam aproveitar seus prêmios integralmente.




