Em 2026, o Governo Federal implementou o reajuste do salário mínimo em todo o Brasil, elevando-o para R$ 1.621. O aumento de 6,79% foi oficializado com base na inflação de 4,18% e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,4% de dois anos anteriores.
Essa mudança impacta diretamente milhões de brasileiros que dependem do salário mínimo como referência para seus rendimentos, e o novo valor começou a vigorar em janeiro, com pagamentos realizados a partir de fevereiro.
Motivos do ajuste
O reajuste considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do PIB, com um teto de 2,5% acima da inflação para assegurar a sustentabilidade econômica. Essa metodologia visa proteger as finanças públicas enquanto proporciona um aumento real no poder de compra dos trabalhadores.
No entanto, o valor de R$ 1.621 ficou abaixo das expectativas iniciais de R$ 1.630 devido à desaceleração da inflação em 2025, o que impactou a base de cálculo.
Impactos na economia
O salário mínimo desempenha um papel crucial na distribuição de renda no Brasil, afetando a vida de aproximadamente 61,9 milhões de pessoas. Inclui beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), trabalhadores formais e informais, além de empregados domésticos.
De acordo com estudos, o reajuste em 2026 deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia, impulsionando o consumo e ampliando a arrecadação de impostos.
Metodologia de cálculo
O cálculo do salário mínimo envolve a soma da inflação do ano anterior e o crescimento do PIB de dois anos antes. Para o ano de 2026, a inflação acumulada foi de 4,18%, enquanto o PIB cresceu 3,4% em 2024.
Contudo, o aumento máximo permitido acima da inflação foi de 2,5%, o que resultou no reajuste final em 6,79%. Essa regra busca equilibrar o incentivo ao consumo com a disciplina fiscal necessária para uma economia sustentável.




