O verão está aí e o calor e o sol estão castigando, então imagine a dificuldade que é viver em uma das comunidades com menos árvores da sua cidade nessa estação? Nada daquela sombrinha amigável enquanto você espera o ônibus… pois bem, essa é a vida dos moradores de Pantanal I, a comunidade menos arborizada do Grande Recife, de acordo com a pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Uma matéria do Diário de Pernambuco conversou com moradores da comunidade para entender como a falta de árvores no local afeta a vida deles. A auxiliar de limpeza Sofia Alves da Silva, de 62 anos, contou que mudou o que pôde na alimentação e na rotina para tentar lidar com o calor intenso. “Muda minha rotina porque é uma quentura que não passa nunca, tenho medo de ter um enfarto. Tomo vários banhos por dia e o ventilador não dá conta do calor”, conta a auxiliar.
Cerca de 400 famílias vivem na comunidade, que surgiu em volta do Hospital Geral da Mirueira (HGM), fundado em 1941. A equipe do Diário de Pernambuco encontrou apenas uma árvore no local, justamente no hospital, tão alta que projeta seus galhos para fora do terreno e com raízes tão longas que estão provocando rachaduras em casas vizinhas – como a de Sofia.
Presença de árvores em cidades faz diferença na hora do calor
“Estudos comprovam que a presença de árvores nas áreas urbanas é fundamental tanto para embelezar a paisagem quanto para reduzir as temperaturas e criar microclimas mais agradáveis e garantir uma melhor qualidade de vida”, explica o site da Confederação Nacional de Municípios. “O sombreamento originado das copas das árvores influencia diretamente as temperaturas logo abaixo do dossel e, consequentemente, afeta a temperatura média, gerando o conforto térmico e a umidade do ar e auxiliando na redução dos impactos das ondas de calor.”




