Brasileiros com renda familiar de até R$ 12 mil por mês agora podem acessar condições especiais de financiamento habitacional pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A ampliação das faixas de renda, oficializada em 2025, estendeu o benefício à classe média — um público que tradicionalmente não se via contemplado pela política habitacional.
A mudança permite que famílias nessa faixa financiem imóveis de até R$ 500 mil, com prazo de pagamento de até 420 meses (35 anos) e taxa de juros nominal de 10% ao ano. Antes da atualização, o limite na Faixa 3 era de R$ 350 mil.
O enquadramento no Minha Casa, Minha Vida considera a soma da renda de todos os moradores do imóvel. Com as alterações, as faixas ficaram definidas da seguinte forma:
- Faixa 1: renda familiar de até R$ 2.850;
- Faixa 2: de R$ 2.850,01 até R$ 4.700;
- Faixa 3: de R$ 4.700,01 até R$ 8.600;
- Classe média: renda de até R$ 12 mil.
A inclusão da classe média foi viabilizada pela Caixa Econômica Federal em maio de 2025, ampliando o acesso ao crédito habitacional dentro do programa.
Além da compra da casa própria, o governo federal lançou o programa Reforma a Casa Brasil, voltado a quem já possui imóvel e deseja realizar melhorias. A linha de crédito pode ser utilizada para obras como troca de telhado, construção de banheiro ou ampliação de cômodos. Segundo o Ministério das Cidades, estão disponíveis R$ 40 bilhões para financiar reformas.
Impacto na economia e no setor da construção
Estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que o Minha Casa, Minha Vida foi responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis no período analisado. Dados citados pelo ministro das Cidades, Jader Filho, indicam que, até outubro do ano passado, 85% dos lançamentos imobiliários no país ocorreram dentro do programa, segundo levantamento da Abrainc em parceria com a Fipe.
O ministro destaca que a ampliação do público atendido fortalece o setor da construção civil e impulsiona a geração de emprego e renda. Nos últimos três anos, os investimentos em habitação já se aproximam de R$ 330 bilhões.
Na Região Norte, novas seleções do programa foram abertas nas modalidades Urbano, Rural e voltadas a públicos específicos. A expectativa do governo é ampliar o número de contratos na região e equilibrar a participação regional até 2027.




