Os brasileiros que têm rendimentos atrelados ao salário mínimo começam a sentir um alívio no bolso já neste mês. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou o pagamento dos benefícios reajustados com base no novo piso nacional, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103, equivalente a 6,79% — percentual acima da inflação e com ganho real.
O reajuste impacta diretamente aposentadorias, pensões, auxílios previdenciários, além de benefícios assistenciais e trabalhistas, alcançando cerca de 60 milhões de brasileiros em todo o país.
Os primeiros a receber o novo valor são os mais de 28 milhões de segurados do INSS que ganham até um salário mínimo. Os depósitos começaram em 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão do benefício (antes do dígito verificador).
O calendário é escalonado, com um grupo por dia, para evitar sobrecarga no sistema bancário.
Quem recebe acima do mínimo também terá reajuste
Já os mais de 12 milhões de beneficiários que recebem acima do piso nacional terão correção menor: 3,90%, percentual que corresponde à variação do INPC acumulado em 2025. Nesse caso, os pagamentos acontecem entre 2 e 6 de fevereiro, com dois finais de benefício liberados por dia.
Apesar do aumento, o reajuste deste ano é inferior ao aplicado em 2025, quando os benefícios foram corrigidos em 4,77%.
Valorização do mínimo impacta toda a economia
O novo valor do salário mínimo foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e segue a regra vigente até 2030, que considera a inflação do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes, limitada a um teto de 2,5% de ganho real.
Para o senador Paulo Paim (PT-RS), a medida reforça o papel do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda. Segundo ele, o reajuste significa “mais dinheiro no bolso do trabalhador, mais consumo, mais vendas e mais recursos circulando na economia”.
Além dos salários, o aumento do piso nacional reflete diretamente em aposentadorias do INSS, abono salarial, BPC/LOAS e outros benefícios sociais, ampliando o alcance do reajuste já no início de 2026.




