O governo federal do Brasil atualizou, em 6 de abril, a “lista suja” do trabalho análogo à escravidão. Esta atualização inclui 169 novos nomes, elevando o total para 613 empregadores. Entre os destaques, estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD, ambos flagrados em práticas de exploração laboral.
Amado Batista foi autuado por explorar trabalhadores em propriedades rurais no estado de Goiás, enquanto a BYD estava envolvida na exploração de 163 trabalhadores chineses durante a construção de uma fábrica na Bahia. Essa lista é atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Crescimento da lista
A inclusão destas novas entradas representa um crescimento de 6,28% em relação à atualização anterior. Os novos dados ressaltam a diversidade de setores envolvidos, incluindo serviços domésticos e agropecuária.
Estados como Minas Gerais, São Paulo e Bahia lideram em número de ocorrências registradas.
A situação evidencia que tanto pessoas físicas quanto jurídicas participam dessas práticas, exibindo a amplitude do problema. Os setores variam, mas as condições degradantes revelam um padrão preocupante e persistente.
Casos notórios de exploração
Na Bahia, a BYD foi responsabilizada por trazer trabalhadores chineses de forma irregular. Durante uma fiscalização em 2024, 163 desses trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão. Eles enfrentavam situações intoleráveis em seus alojamentos e tinham pouca ou nenhuma liberdade de movimento. Com o avanço das apurações, o total de trabalhadores resgatados chegou a 224.
Do outro lado do país, em Goiás, Amado Batista teve seus dois sítios autuados por empregar trabalhadores em situações similares. No total, 14 trabalhadores foram identificados.
Até o momento, 225 empregadores foram retirados da “lista suja” após regularização. A próxima atualização está prevista para ocorrer em outubro de 2027.




