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Caixa vai criar novo aplicativo para celular e os antigos deixarão de valer

Por Pedro Silvini
21/01/2026
Em Geral
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caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou a criação de um novo aplicativo para celular que irá substituir os atuais sistemas digitais do banco. A proposta é reunir, em uma única plataforma, serviços que hoje estão espalhados em cerca de 14 aplicativos diferentes, como FGTS, Fies, Habitação, Pé-de-Meia e Minha Casa, Minha Vida. A informação foi confirmada pelo presidente da Caixa, Carlos Vieira, em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia, nesta segunda-feira (19).

Segundo o executivo, a iniciativa faz parte da etapa final do processo de modernização digital da instituição e acompanha a mudança no comportamento dos clientes, que passaram a resolver a maior parte das demandas diretamente pelo celular.

Atualmente, a Caixa mantém uma estrutura fragmentada de aplicativos, o que, segundo a direção do banco, dificulta a experiência do usuário. A solução encontrada foi a criação de um “super app”, capaz de centralizar todos os acessos em um único ambiente digital.

“Com essa unificação que você com propriedade chamou de super app, nós vamos unificar todos esses acessos em um único acesso”, afirmou Carlos Vieira, presidente da Caixa, em entrevista à Itatiaia.

A expectativa é que, com o lançamento do novo aplicativo, os apps antigos deixem de valer gradualmente, concentrando serviços bancários, sociais e habitacionais em uma única plataforma.

Mudança acompanha novo perfil dos clientes

De acordo com Vieira, o avanço do aplicativo reflete uma transformação clara na forma como os brasileiros se relacionam com os bancos.

“Nós temos hoje muito claro que os clientes usam muito mais os aplicativos do que vão fisicamente às agências”, destacou o presidente da Caixa.

Essa mudança também explica decisões recentes da instituição, como o fechamento de algumas agências físicas em grandes centros urbanos, processo que o banco chama de “racionalização”.

O presidente da Caixa explicou que o encerramento de unidades ocorreu, principalmente, em regiões com excesso de agências próximas umas das outras. Em contrapartida, o banco pretende ampliar sua presença em locais ainda desassistidos.

“Se você tem no universo territorial brasileiro uma aglomeração de 100 mil habitantes e lá não tem banco, a Caixa vai estar presente”, afirmou Vieira.

Crédito imobiliário segue em alta

Além das mudanças tecnológicas, a Caixa também projeta crescimento no crédito habitacional. Em 2024, o banco fechou o ano com R$ 223,6 bilhões em financiamentos imobiliários. Em 2025, o volume subiu para quase R$ 250 bilhões.

Para 2026, a previsão é de R$ 247 bilhões apenas com recursos do FGTS, além de capital próprio da instituição, reforçando o papel da Caixa como principal agente de crédito imobiliário do país.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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