A transferência de veículos no Brasil está passando por uma transformação histórica. Com a Venda Digital, funcionalidade da Carteira Digital de Trânsito (CDT), motoristas podem comprar e vender veículos sem precisarem reconhecer firma em cartório — um salto que já soma 817.598 transações concluídas.
A tecnologia, desenvolvida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) em parceria com os Detrans, traz mais agilidade e segurança ao processo e já é realidade em 22 estados.
A popularidade da ferramenta cresce rapidamente. Hoje, apenas Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba e Santa Catarina ainda não aderiram ao sistema — este último chegou a integrar a tecnologia, mas por um período curto.
A adesão mais recente é do Amazonas, que passou a oferecer o serviço em 18 de novembro. Com ele, já utilizam a Venda Digital os Detrans de:
Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Piauí.
Segundo o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, o avanço é parte da agenda de modernização e desburocratização.
“O Senatran está apressando o passo da digitalização para proporcionar ao cidadão um atendimento mais rápido e eficiente”, afirma.
Como funciona a Venda Digital
O processo é todo feito no aplicativo Carteira Digital de Trânsito:
- Comprador e vendedor instalam o app e confirmam a identidade.
- O vendedor inicia a transferência, informando dados do veículo e o CPF do comprador.
- O comprador recebe a notificação e ambos assinam eletronicamente o documento.
- A Senatran processa e atualiza o registro em tempo real.
Toda a validação é feita por biometria facial, assinatura digital e conta prata ou ouro no gov.br, garantindo alto nível de segurança.
Para usar a tecnologia, o documento do veículo deve ter sido emitido a partir de 4 de janeiro de 2021, com o formato digital ATPV-e, que substituiu o antigo DUT.



