Os investidores dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master estão enfrentando atrasos nos pagamentos, intensificando a incerteza em torno dos seus retornos financeiros. Embora o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já tenha iniciado os procedimentos para efetuar as garantias, está aguardando a confirmação das informações dos credores pelo liquidante designado pelo Banco Central. Isso impede que o pagamento seja liberado imediatamente.
Essa situação afeta diretamente o retorno esperado dos investidores, que inicialmente vislumbravam uma liquidação a 120% do CDI. Devido ao adiamento do reembolso, essa rentabilidade pode cair consideravelmente, oferecendo uma taxa próxima a 78% do CDI, muito abaixo do que foi projetado inicialmente.
Esse rendimento reduzido compara-se desfavoravelmente com alternativas mais seguras, como a poupança, golpeando aqueles que esperavam ganhos mais altos.
No momento da liquidação: o saldo é “congelado” na data da liquidação. A partir desse ponto não há mais rendimento adicional ou correção enquanto o processo de pagamento não for concluído. Ou seja, o valor não cresce durante o tempo em que você espera o recibo do FGC ou do liquidante. Neste período, o montante investido vai perdendo valor real.
Segurança no sistema financeiro
A situação do Banco Master lança dúvidas sobre a estabilidade do sistema financeiro brasileiro. Caso o Tribunal de Contas da União (TCU) decida reverter a liquidação, a responsabilidade pelos pagamentos voltaria ao banco, complicando ainda mais a confiança dos investidores.
Tal reversão seria inédita no Brasil, trazendo à tona questionamentos sobre a solidez do Banco Central e do próprio FGC, que garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Com um montante estimado de R$ 41 bilhões, o processo de resgate dos CDBs do Banco Master é o maior já enfrentado pelo FGC. No entanto, a ausência de clareza sobre o cronograma de pagamento e a conclusão da lista definitiva de credores aumenta a ansiedade entre os investidores.




