Todo evento de família que tem criança vai ter pelo menos um pequeno sentado em um canto, jogando alguma coisa ou vendo algum vídeo no celular ou no tablet. O excesso de telas entre crianças e adolescentes é um dos principais responsáveis por uma reclamação que tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios pediátricos: uma condição conhecida como olho seco. Entenda melhor o que causa essa condição, quais os sintomas, o tratamento e, claro, como prevenir.
O que é o olho seco?
Como o próprio nome já indica, o olho seco é quando não tem lágrimas com quantidade e qualidade o suficiente para manter os olhos lubrificados. Em texto do Saúde Bem Estar, o oftalmologista Prof. Doutor Manuel Monteiro Pereira explica que o olho seco pode ser causado por diferentes fatores, como poluição, excesso de exposição ao sol, vento, ar-condicionado e, claro, o excesso de telas, além de doenças sistêmicas e autoimunes.
Em matéria da TV Guararapes, afiliada da Record do Pernambuco, a médica oftalmologista, Ana Paula Silverio, explica que, quando a criança ou adolescente passa muita horas na frente do tablet ou do celular, ainda mais com as telas muito perto dos olhos, isso faz com elas pisquem menos, o que causa essa sensação do olho seco.
De acordo com o portal Drauzio Varella, os principais sintomas dessa condição são coceira, vermelhidão, ardor, secura, sensação de um corpo estranho como uma areia no olho, incômodo com luz (fotofobia), dificuldade de movimentar as pálpebras e, em casos mais graves, produção de muco. “O tratamento é feito com a aplicação de lágrimas artificiais, ou seja, de lubrificantes oculares, sob a forma de colírio ou pomada”, afirma o portal.
Qual o tempo de tela recomendado para crianças?
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o tempo máximo de uso de tela para crianças acima de 6 anos e para adolescentes é de duas horas por dia.











