A China formalizou a solicitação à União Internacional de Telecomunicações (UIT) para lançar quase 200 mil satélites na órbita da Terra, representando um movimento estratégico no setor espacial. Essa solicitação ocorreu no final de 2025, através de um novo organismo, o Instituto de Utilização do Espectro de Rádio e Inovação Tecnológica.
O país busca rivalizar com a SpaceX, de Elon Musk, que planeja operar 42 mil satélites Starlink, destacando-se no cenário de constelações espaciais.
Essa proposta chinesa envolve duas constelações enormes, CTC-1 e CTC-2, cada uma com aproximadamente 96.714 satélites em 3.660 órbitas. Se implementado, o projeto da China não apenas superaria a ambição da SpaceX, mas também alteraria drasticamente o equilíbrio no uso da órbita terrestre, com impactos potenciais em comunicações e vigilância.
Capacidades logísticas
A China enfrenta desafios logísticos significativos para realizar este projeto. Atualmente, o país fabrica cerca de 300 satélites por ano, com planos de aumentar essa capacidade para 600.
No entanto, o cronograma da UIT exige um aumento considerável no ritmo de lançamentos, já que em 2025 o país alcançou seu recorde de 92 lançamentos. Manter a frequência necessária para lançar 200 mil satélites dentro da janela de sete anos imposta ultrapassa a capacidade atual.
A competição pelo espaço não se limita apenas à tecnologia, mas também inclui considerações geopolíticas. A corrida para dominar a órbita terrestre baixa reflete uma rivalidade crescente entre China e Estados Unidos, não só em termos de tecnologia espacial, mas também em questão de segurança global.




