Os amantes da astronomia terão um bom motivo para olhar o céu na noite do dia 8 de fevereiro. A chuva de meteoros Alfa Centaurídeos atinge seu pico nessa data e pode render até seis estrelas cadentes por hora, especialmente para observadores do Hemisfério Sul, incluindo o Brasil.
O fenômeno, considerado o principal do mês de fevereiro, estará ativo entre 31 de janeiro e 20 de fevereiro, mas o melhor momento para observação ocorre justamente no dia 8, quando a Terra atravessa a região mais densa do rastro de detritos espaciais responsável pela chuva.
com 63% de iluminação lunar. Apesar da presença da Lua, as condições são consideradas razoavelmente favoráveis, principalmente se o observador conseguir se posicionar em um local onde o brilho lunar fique parcialmente bloqueado por árvores, prédios ou elevações do terreno.
O melhor horário para observar é após a meia-noite, quando o ponto de origem dos meteoros — chamado de radiante — estará mais alto no céu. Em grande parte do Hemisfério Sul, o radiante é quase circumpolar, o que permite acompanhar a chuva da madrugada até o amanhecer.
De onde “nascem” as estrelas cadentes
Os meteoros dos Alfa Centaurídeos parecem surgir da constelação de Centaurus, a nona maior do céu e famosa por abrigar Alpha Centauri, a estrela mais próxima do Sistema Solar. O radiante está localizado cerca de 2 graus a noroeste da estrela Hadar (Beta Centauri).
Para observar melhor o espetáculo, a recomendação não é olhar diretamente para o radiante, mas sim para regiões escuras do céu entre 30° e 40° de distância dele. É nessa área que os rastros luminosos tendem a ser mais longos e visíveis.
Aplicativos de observação astronômica, como o Sky Tonight, ajudam a localizar o radiante no céu em tempo real, de acordo com a posição do observador.
Um fenômeno discreto, mas especial
Embora seja uma chuva considerada modesta, os Alfa Centaurídeos são conhecidos por eventuais surtos inesperados, que já chegaram a registrar entre 20 e 30 meteoros por hora em anos específicos. O corpo celeste responsável pelo rastro de detritos que gera a chuva ainda é desconhecido, o que aumenta o interesse científico pelo fenômeno.
As estrelas cadentes surgem quando pequenos fragmentos de poeira espacial entram na atmosfera da Terra a velocidades elevadas e se desintegram, geralmente entre 70 e 100 quilômetros de altitude.




