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Cientistas dizem ter encontrado algo que se move “mais rápido que a velocidade da luz”

Por Pedro Silvini
08/04/2026
Em Geral
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Big Bang espaço NASA

(Reprodução/NASA)

Uma equipe internacional de pesquisadores afirmou ter observado um fenômeno capaz de se mover mais rápido que a velocidade da luz, um dos limites mais conhecidos da física moderna. O resultado, publicado na Nature, não contradiz diretamente as leis estabelecidas por Albert Einstein, mas amplia a compreensão sobre o comportamento da luz em nível microscópico.

O estudo foi liderado por cientistas do Technion – Israel Institute of Technology e analisou estruturas conhecidas como “pontos escuros” dentro de ondas de luz, regiões onde a intensidade luminosa cai a zero, formando pequenas áreas de completa ausência de luz.

Esses pontos escuros funcionam como vórtices dentro da onda luminosa, semelhantes a redemoinhos em um rio que podem se deslocar mais rápido do que a corrente ao redor. Segundo os pesquisadores, esses vórtices podem atingir velocidades superiores à da própria luz que os contém, um comportamento classificado como “superluminal”.

Para observar o fenômeno, os cientistas utilizaram um sistema avançado de microscopia, combinando lasers e materiais específicos, como o nitreto de boro hexagonal. Nesse ambiente, a luz se transforma em uma espécie de onda híbrida, chamada polariton, que desacelera sua velocidade, permitindo a análise detalhada dessas estruturas.

Com o uso de microscopia de altíssima precisão, os pesquisadores registraram imagens em intervalos extremamente curtos, na escala de trilionésimos de segundo, e conseguiram acompanhar o movimento dos vórtices ao longo do tempo.

Descoberta amplia conhecimento científico

Apesar da velocidade observada, os cientistas ressaltam que o fenômeno não viola a teoria da relatividade. Isso porque os “pontos escuros” não possuem massa nem carregam informação — dois fatores essenciais para que algo possa, de fato, ultrapassar o limite da luz segundo a física.

A descoberta confirma previsões teóricas feitas ainda na década de 1970 e pode abrir novas possibilidades para o estudo de fenômenos em escala nanométrica. De acordo com os autores, a técnica desenvolvida permite mapear com mais precisão o comportamento de sistemas complexos, incluindo ondas, fluidos e materiais avançados.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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