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Cientistas estudam a criação de um novo lar humano no espaço chamado Europa

Por Pedro Silvini
10/01/2026
Em Geral
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Europa Lua

(Reprodução/Nasa)

Há anos no radar de cientistas e agências espaciais, Europa, uma das luas de Júpiter, é frequentemente apontada como um possível “novo lar” para a vida fora da Terra. No entanto, um estudo recente reacendeu o debate ao indicar que, apesar de abrigar um vasto oceano subterrâneo, o satélite pode não reunir todas as condições necessárias para a habitabilidade.

Europa está entre os locais mais promissores do Sistema Solar na busca por vida extraterrestre. Sob uma crosta de gelo com espessura estimada entre 15 e 25 quilômetros, acredita-se que exista um oceano de água salgada com profundidade que pode chegar a 150 quilômetros — um volume que pode conter o dobro de água existente em todos os oceanos da Terra.

Esse cenário colocou a lua no centro de especulações científicas e até de debates sobre a possibilidade de, no futuro distante, servir como base para a presença humana no espaço.

O problema está no fundo do oceano

O novo estudo, publicado na revista Nature Communications, analisou o potencial do fundo oceânico de Europa para apresentar atividade tectônica e vulcânica — processos que, na Terra, são fundamentais para gerar energia química e nutrientes capazes de sustentar a vida.

Após modelar as condições físicas da lua, os pesquisadores chegaram a uma conclusão pouco animadora: o assoalho rochoso de Europa provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir fraturas, falhas tectônicas ou vulcanismo ativo.

“Na Terra, atividades tectônicas como fraturas e falhas expõem rochas novas ao ambiente, onde reações químicas, principalmente envolvendo água, geram compostos como metano, que podem ser usados por microrganismos”, explicou Paul Byrne, cientista planetário da Universidade de Washington em St. Louis e autor principal do estudo.

Lua Europa (Reprodução/Reuters via Getty Images)

“Sem esse tipo de atividade, essas reações são mais difíceis de se estabelecer e sustentar, tornando o fundo do oceano de Europa um ambiente desafiador para a vida”, completou.

Segundo os pesquisadores, a falta de tectonismo ativo indica que Europa pode não ter estruturas semelhantes às que, na Terra, deram origem à vida bilhões de anos atrás, como as fontes hidrotermais submarinas.

“Com base em nossas descobertas, o fundo do oceano provavelmente não conteria grandes formações tectônicas, como longas cadeias de montanhas ou vales profundos. Também não haveria vulcões submarinos ou atividade hidrotermal, como as chamadas ‘chaminés negras’”, afirmou Christian Klimczak, geólogo da Universidade da Geórgia e coautor do estudo. “Dito isso, espero estar errado um dia.”

Mesmo assim, Europa ainda intriga cientistas

Apesar das conclusões pessimistas, Europa continua despertando enorme interesse científico. A lua reúne três fatores considerados essenciais para a vida: água líquida, química orgânica e fonte de energia.

“Europa satisfaz o primeiro requisito com seu oceano subterrâneo. Já identificamos compostos orgânicos em sua superfície gelada, e eles podem existir também no interior do oceano”, destacou Byrne. “Além disso, a órbita de Europa faz com que Júpiter provoque aquecimento por forças de maré, fornecendo energia.”

Missão da NASA pode trazer respostas

Em 2024, a NASA lançou a sonda Europa Clipper, uma missão robótica destinada a investigar se a lua realmente possui condições para sustentar vida. A espaçonave deve iniciar uma série de dezenas de sobrevoos próximos a partir de 2031, coletando dados detalhados sobre a crosta de gelo, o oceano subterrâneo e a composição química do satélite.

Os resultados dessa missão serão decisivos não apenas para responder se Europa pode abrigar vida, mas também para avaliar se, um dia, a lua poderá integrar planos mais ambiciosos da humanidade no espaço.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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