Clientes do cartão Nubank Ultravioleta receberam uma notícia negativa em setembro de 2025: o banco digital decidiu encerrar o rendimento automático sobre o cashback oferecido pelo produto premium. O benefício, considerado um dos principais atrativos do cartão, permitia que o valor devolvido nas compras fosse aplicado automaticamente e rendesse diariamente.
A mudança foi anunciada durante um evento realizado em São Paulo, no qual a instituição também apresentou ajustes nas vantagens e nas regras do cartão de crédito voltado ao público de maior renda.
Lançado em 2021, o cashback do Nubank Ultravioleta devolvia 1,25% do valor das compras realizadas no cartão. O diferencial era que o dinheiro acumulado era automaticamente aplicado pelo banco, podendo render até 200% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
Na prática, isso permitia que o saldo funcionasse como uma pequena aplicação financeira automática, com liquidez imediata e rendimento diário, sem necessidade de qualquer ação por parte do cliente.
Por causa dessa característica, muitos usuários passaram a utilizar o cashback como uma reserva de liquidez com rentabilidade superior à de aplicações tradicionais de baixo risco.
O que mudou
Com a nova regra, o cashback continuará sendo creditado normalmente na conta do cliente, mas não terá mais rendimento automático.
Isso significa que o valor ficará disponível no saldo, e o usuário precisará decidir manualmente o que fazer com o dinheiro, podendo:
- usar o valor para pagar a fatura do cartão;
- transferir para outra conta;
- ou aplicar em produtos de investimento oferecidos pela própria plataforma.
Com isso, o benefício deixa de funcionar como uma aplicação automática e passa a depender de gestão ativa por parte do cliente.
Benefícios do cartão continuam
Apesar da mudança, o cartão Ultravioleta continua ativo e mantém outras vantagens típicas da categoria premium, como serviços exclusivos e benefícios voltados a clientes de maior renda.
Segundo o Nubank, a alteração faz parte de um reposicionamento estratégico da oferta, com foco na sustentabilidade financeira do produto e no incentivo a uma gestão mais ativa dos recursos pelos clientes.




