Com a Páscoa chegando, é o momento que muita gente vai aproveitar para encher a cara de chocolate… mas e se você quiser aderir às tradições chocolatudas tentando não fugir tanto da dieta? O chocolate amargo ganhou a reputação de ser uma opção mais “saudável” por ter mais cacau e menos açúcar em comparação ao mais popular chocolate ao leite. Mas será que essa reputação é merecida? É o que vamos tentar descobrir.
Ok, antes vamos voltar para como o chocolate é feito: todo chocolate começa no cacau. O processamento do grão resulta em dois ingredientes principais: os sólidos de cacau (a parte mais amarga) e a manteiga de cacau (a parte mais gordurosa). Como explica o The Conversation, o chocolate é feito de cacau em pó, manteiga de cacau e açúcar.
Qual a diferença entre o chocolate amargo e o chocolate ao leite?
O chocolate amargo tem uma proporção maior de sólidos de cacau, entre 50 e 90%, enquanto o chocolate ao leite tem entre 20 e 30% desses sólidos. Por ser mais rico nesses sólidos, o chocolate amargo fornece quantidades ligeiramente maiores de certos minerais, como magnésio, ferro e zinco. Além disso, esse tipo de chocolate também costuma ter mais polifenóis (em que o cacau é rico), compostos que atuam como antioxidantes no organismo, combatendo a ação de radicais livres e inflamações.
Mas vale destacar: ao contrário que muita gente imagina, o chocolate amargo não significa que ele vá ter menos açúcar. Inclusive, alguns chocolates amargos têm mais açúcar do que as versões ao leite.
O chocolate amargo pode ter benefícios para a saúde?
Os flavonoides do cacau podem ter benefícios, como pequenas reduções na pressão arterial e melhorias em indicadores da função vascular. Mas o The Conversation destaca que os estudos que apontam esses benefícios usam extratos de cacau com altos níveis de flavonoides, não as mesmas doses do chocolate amargo que você encontra no mercado.




