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Com qual idade as pessoas são mais felizes, segundo a psicologia?

Por Pedro Silvini
04/01/2026
Em Geral
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Banho idosa

(Reprodução/IStock)

Um conjunto de estudos globais está ajudando a responder uma das perguntas mais antigas da psicologia: em que momento da vida as pessoas são mais felizes? A ciência aponta que a satisfação pessoal atinge seu ponto mais baixo por volta dos 49 anos — mas, ao contrário do que muitos imaginam, a partir daí ela volta a subir, e de forma consistente, até a velhice.

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Warwick reforça a teoria de que o bem-estar emocional segue um formato de curva em “U”. A análise, feita com mais de 10 mil pessoas no Reino Unido e nos Estados Unidos, indica que a felicidade começa alta na juventude, despenca ao longo da meia-idade e volta a crescer na terceira idade.

A Agência de Notícias do Azerbaijão reforça os achados: mesmo com a redução da vitalidade física após a meia-idade, o bem-estar mental tende a melhorar. Ou seja, ficamos fisicamente mais frágeis, porém emocionalmente mais fortes.

Segundo o estudo da Universidade de Warwick, isso ocorre porque, ao envelhecer, as pessoas se tornam mais resilientes e menos pressionadas por expectativas externas.

Outro dado curioso: pessoas que dormem entre seis e oito horas por noite apresentaram melhor saúde física e mental, sugerindo que hábitos de descanso influenciam diretamente na percepção de felicidade.

Segundo o pesquisador Dr. Saverio Stranges, responsável pelo estudo, o aumento do bem-estar mental na velhice está ligado à maturidade emocional.

“As pessoas desenvolvem melhores habilidades de enfrentamento ao longo da vida”, explicou o especialista.

Para ele, indivíduos mais velhos tendem a lidar melhor com frustrações e pressões do que os mais jovens, o que contribui para níveis maiores de satisfação.

Stranges também destaca outro fator:
“Pode haver uma redução das expectativas em relação à vida, o que diminui a autocrítica nas esferas pessoal e profissional.”

Estudo global confirma: felicidade atinge o fundo do poço aos 49 anos

Um segundo levantamento, ainda mais robusto, analisou dados de 14 milhões de pessoas em 208 países, segundo publicação no Journal of Economic Behavior & Organization. A pesquisa, liderada por um economista britânico, buscou entender como o bem-estar varia mundialmente sob diferentes condições sociais e culturais.

Os pesquisadores utilizaram 21 indicadores de sofrimento emocional e físico, entre eles:

  • ansiedade crônica;
  • sensação contínua de fracasso;
  • estresse diário;
  • isolamento;
  • dores persistentes;
  • problemas de sono.

O resultado foi surpreendentemente uniforme: a felicidade atinge seu ponto mais baixo aos 49 anos, independentemente de fatores como renda, escolaridade ou estado civil.

Esse período coincide com o que muitos chamam de “crise da meia-idade”, um momento marcado por reflexões profundas, aumento das responsabilidades e percepção mais nítida da finitude da vida.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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