No interior de Goiás, uma cidade parece ter desacelerado o tempo. Com ruas de pedra irregular, casario colonial colorido e igrejas barrocas, a Cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho, mantém um estilo de vida que remete aos anos 1950 e encanta visitantes em busca de história e tranquilidade.
Antiga capital do estado, o município oferece uma imersão no Brasil colonial e se tornou destino certo para quem quer fugir da correria dos grandes centros.
Fundada no século 18 às margens do Rio Vermelho, a cidade foi um dos principais polos do ciclo do ouro no interior do país. Hoje, seu centro histórico é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2001.
O título, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconhece a conservação excepcional da arquitetura barroca adaptada a materiais locais, como adobe, madeira e pau a pique. A preservação garantiu que a malha urbana mantivesse o traçado original, integrado à paisagem natural do vale.
O resultado é um cenário que funciona como um verdadeiro museu a céu aberto, onde cada esquina revela marcas da ocupação do interior brasileiro durante o período colonial.

Vida em ritmo sereno
Além da arquitetura, Goiás Velho preserva tradições. Serenatas ao luar, o toque dos sinos das igrejas e festas culturais fazem parte da rotina local. O município também é conhecido por eventos como festivais de cinema e gastronomia, que atraem turistas do Brasil e do exterior.
A cidade foi lar da poetisa Cora Coralina, cuja casa se transformou em museu e ponto turístico obrigatório.
Com economia voltada ao turismo cultural e ao artesanato, Goiás Velho combina hospitalidade interiorana com forte identidade histórica. Entre bairros históricos e áreas rurais próximas, o município oferece qualidade de vida e um ambiente propício à inspiração artística.



