No último capítulo de “Vale Tudo”, exibido em 1989, o mistério do assassinato de Odete Roitman foi desvendado. Leila, personagem vivida por Cássia Kis, foi revelada como a responsável pelo crime. Essa tensão do desfecho capturou a atenção nacional, consolidando-se como um dos maiores ícones da teledramaturgia brasileira.
A produção da novela adotou uma tática inovadora: gravou vários finais alternativos para evitar vazamentos de informações. Nenhum dos envolvidos nos bastidores conhecia o verdadeiro final, mantendo a expectativa do público até o fim.
O crime, cometido por Leila por engano, visava Maria de Fátima, amante de seu marido, Marco Aurélio. Esse enredo trouxe uma camada extra de suspense para o término da história.

Estratégia de produção no desfecho
A decisão de destacar Leila como a assassina foi mantida sob rigoroso sigilo. Diversos desfechos foram gravados, blindando a trama contra especulações. Gilberto Braga, autor da novela, não tinha conhecimento prévio do final escolhido, o que reforçou a surpresa do público.
Essa abordagem não só solidificou o final como um marco na televisão, mas também inovou nas estratégias de produção televisiva então utilizadas.
A cena final extrapolou a revelação do assassino. No encerramento, o personagem Marco Aurélio, fugindo em um jatinho, faz um gesto de desprezo ao Cristo Redentor, reforçando uma crítica à corrupção e impunidade, temas que permeiam a novela.
Impacto duradouro de “Vale Tudo”
Mesmo após o término, “Vale Tudo” influenciou outras produções. A técnica de manter um mistério sobre o assassino foi replicada em novelas subsequentes. As narrativas densas e as críticas sociais se mantiveram atuais, assegurando à novela seu status de referência na televisão brasileira.
Atualmente, um remake da novela está no ar na TV Globo, na faixa das 21h. O último capítulo está previsto para 17 de outubro, com “Três Graças” substituindo a produção.




