O que é visto como uma “favela” na Suíça passaria fácil como um bairro nobre em qualquer cidade brasileira. No Brasil, as favelas são lugares em que a infraestrutura de saneamento, segurança e transporte público enfrenta muitos desafios e muitas vezes nem chega, mas na Suíça a história é outra. A cidade de Basileia, na Suíça, conta com um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) acima da marca de 0,964 – lembrando que o máximo é 1.
Favela na Suíça não é a mesma coisa que favela no Brasil
Antes de tudo, temos que destacar que “favela” é um conceito bem diferente nos dois países – o que faz sentido considerando que são países muito diferentes. De acordo com o site Tupi FM, na Suíça, o termo “favela” é usado para descrever zonas de alta densidade demográfica e estética funcional.
O que diferencia um bairro nobre e uma zona operária, uma “favela”, na cidade de Basileia não é a ausência do Estado ou a precarização de serviços, mas sim a metragem dos apartamentos e o design das fachadas. É uma questão mais estética do que de qualidade de vida para os moradores.
“Edifícios de linhas simples abrigam uma população densa, mas contam com isolamento térmico de ponta, água potável universal e manutenção predial rigorosa subsidiada por políticas públicas habitacionais”, exemplifica o Tupi FM ao falar de um bairro “favela’ da Suíça, a zona operária de Klybeck.
Segundo o site, esses bairros mais populares da Suíça são marcados pela forte presença de imigrantes vindos da América Latina, Turquia, Balcãs e Ásia.




