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Criador do feijão mais produzido do Brasil morreu aos 84 anos

Por Pedro Silvini
10/01/2026
Em Geral
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feijão carioca

(Reprodução/IStock)

Morreu aos 84 anos o pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, considerado o “pai do feijão Carioquinha”, variedade que se tornou a mais consumida do Brasil. O falecimento ocorreu na última sexta-feira (2), em Campinas (SP), e foi confirmado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Agronômico (IAC). O sepultamento aconteceu no Cemitério Municipal de Monte Mor, no interior paulista.

D’Artagnan ingressou no Instituto Agronômico em 1967 e construiu toda a sua carreira na instituição, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde atuou até se aposentar, em 2002. Ele trabalhou na antiga Seção de Leguminosas, dedicando-se à pesquisa agronômica e ao melhoramento genético do feijoeiro.

Ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho, D’Artagnan foi responsável pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do feijão carioca, que viria a revolucionar o mercado nacional.

Luiz D’Artagnan de Almeida (Reprodução/Instagram)

O nascimento do feijão carioca

A história do feijão mais popular do país começou em 1966, quando grãos listrados foram enviados ao IAC pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral). O material chamou a atenção dos pesquisadores, que iniciaram estudos detalhados sobre produtividade, adaptação ao solo e aceitação culinária.

Em 1969, a variedade foi oficialmente lançada, sob responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporada ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. Poucos anos depois, na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o carioca consolidou-se como a principal variedade cultivada e consumida no país.

Impacto no consumo e na produção

O feijão carioca passou a representar cerca de 66% do consumo nacional, tornando-se sinônimo do feijão presente na mesa dos brasileiros. O avanço trouxe ganhos significativos em qualidade, produtividade e padronização dos grãos, beneficiando produtores e consumidores.

Pela contribuição científica e pelo impacto duradouro de seu trabalho na agricultura brasileira, Luiz D’Artagnan de Almeida recebeu diversas homenagens ao longo da carreira e ficou carinhosamente conhecido como o “pai do Carioquinha”, título que marcou sua importância para a história da pesquisa agropecuária no Brasil.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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