A cidade de São Paulo apresenta uma marcante diferença na expectativa de vida entre seus bairros, de acordo com o Mapa da Desigualdade de São Paulo, divulgado pela Rede Nossa São Paulo no último dia 27. Neste estudo, foi revelado que em Alto de Pinheiros, um bairro nobre, a média de vida é de 82 anos. Já na Cidade Tiradentes, localizada na periferia leste, essa média cai para 62 anos.
O levantamento analisou dados de 96 distritos paulistanos, destacando as desigualdades sociais e econômicas que impactam a expectativa de vida. Em bairros nobres como Moema e Jardim Paulista, a média de vida também é elevada, reforçando a ligação entre riqueza e longevidade.
Fatores como a renda média mensal, significativamente maior em regiões nobres, contribuem para essa disparidade.
A renda média mensal em Alto de Pinheiros é um exemplo claro, com valores que chegam a R$ 8.115,83. Em contraste, bairros como Cidade Tiradentes e Marsilac apresentam rendas quatro a cinco vezes menores.
Diferenças na infraestrutura e acesso a serviços
A desigualdade de acesso a serviços culturais também é observada. Regiões periféricas possuem infraestrutura cultural extremamente limitada, em contraste com centros urbanos como a República, que têm uma oferta robusta.
Moradores de periferias enfrentam longas jornadas em transporte público para acessar trabalho e educação, evidenciando as diferenças no tempo de deslocamento.
O estudo demonstra que as diferenças na qualidade de vida entre bairros nobres e periféricos em São Paulo persistem. Apesar de iniciativas para aumentar a expectativa de vida através de políticas públicas, a disparidade permanece.



