Um incêndio de grandes proporções atingiu, na madrugada desta quarta-feira (8), a cobertura do Velódromo do Parque Olímpico, localizado na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro. A ocorrência mobilizou um amplo efetivo do Corpo de Bombeiros e chamou atenção pela importância do espaço esportivo, construído para os Jogos Olímpicos de 2016.
Segundo as autoridades, as chamas começaram por volta das 4h17, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Aproximadamente 80 militares, distribuídos em 10 unidades operacionais, atuaram no combate ao fogo, com apoio de mais de 20 viaturas e equipes especializadas. O incêndio foi controlado pouco antes das 9h, sem registro de vítimas.
Apesar do susto, a Prefeitura do Rio informou que não houve impacto estrutural imediato na pista do velódromo, que segue preservada. O acervo do Museu Olímpico, instalado no local, também não foi atingido pelas chamas.
Este é o terceiro episódio de incêndio registrado no Velódromo desde sua construção. Em 2017, o espaço foi atingido em duas ocasiões, ambas provocadas pela queda de balões na cobertura. Já em 2018, um temporal causou danos ao teto da estrutura, exigindo reparos posteriores.
A causa do incêndio desta quarta-feira ainda será investigada. Técnicos da prefeitura, engenheiros e representantes da Confederação Brasileira de Ciclismo estiveram no local para avaliar possíveis danos.
O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco Antônio La Porta, afirmou que o episódio não deve comprometer a preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Segundo ele, o planejamento esportivo segue mantido, com expectativa de desempenho semelhante ou superior às últimas edições, em que o país conquistou 21 medalhas em Tóquio 2021 e 20 em Paris 2024.
Construído para as Olimpíadas do Rio, o Velódromo é uma das principais estruturas do ciclismo nacional e tem valor estimado em R$ 143 milhões.



