O bilionário Elon Musk afirmou que robôs humanoides deverão assumir tarefas como o cuidado de idosos no futuro, diante da queda no número de jovens disponíveis para esse tipo de função. A declaração foi feita durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde Musk também projetou que a inteligência artificial será mais inteligente do que toda a humanidade combinada em até cinco anos.
Em conversa com o CEO da BlackRock, Larry Fink, Musk declarou que o avanço da inteligência artificial está ocorrendo em ritmo acelerado. Segundo ele, a IA pode se tornar “mais inteligente do que qualquer indivíduo humano ainda este ano” e superar a inteligência coletiva da humanidade em um prazo máximo de uma década.
Nesse cenário, Musk acredita que o número de robôs ultrapassará a população humana, impulsionando uma nova era de produtividade e abundância econômica. Para o empresário, os robôs humanoides terão papel central nesse processo, especialmente em atividades que exigem presença física e assistência contínua.
Optimus e o cuidado com idosos
De acordo com Musk, a Tesla planeja iniciar a venda do robô humanoide Optimus ao público em 2027, desde que critérios rigorosos de segurança sejam atendidos. Atualmente, os robôs já executam tarefas simples em fábricas da empresa, mas a expectativa é que se tornem mais versáteis nos próximos anos.
“Não haverá jovens suficientes para cuidar dos idosos no futuro”, afirmou Musk, ao justificar o uso de robôs como cuidadores. A previsão está alinhada com tendências globais de envelhecimento populacional, especialmente em países desenvolvidos, onde a taxa de natalidade vem caindo de forma consistente.

O mercado global de robôs humanoides, hoje estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, pode alcançar US$ 200 bilhões até 2035, segundo projeções citadas por Musk. Para ele, esses robôs serão comuns no cotidiano, ajudando desde tarefas domésticas até o cuidado de pessoas.
Além dos robôs, Musk revelou que a Tesla busca aprovação regulatória para seu sistema de direção autônoma (Full Self-Driving) na Europa e na China já em fevereiro. Segundo ele, o sistema atingiu um nível de segurança que já garante descontos em seguros para motoristas que o utilizam.
Energia pode ser o maior desafio
Apesar do otimismo, Musk alertou que a geração de energia pode se tornar o principal gargalo para o avanço da IA, superando até mesmo a limitação de chips. “Os chips de IA estão sendo produzidos mais rápido do que conseguimos fornecer eletricidade”, afirmou.
Como solução, o empresário apontou a energia solar e, no longo prazo, até mesmo o uso do espaço como local ideal para grandes centros de processamento de dados, aproveitando a abundância de energia solar e o resfriamento natural do vácuo.




