Famílias brasileiras com filhos de até 18 anos seguem podendo receber, em 2026, valores adicionais mensais do Bolsa Família, além do benefício mínimo de R$ 600. Os acréscimos variam conforme a idade dos dependentes e podem ser cumulativos, aumentando de forma relevante a renda de lares com mais crianças e adolescentes.
Além do valor base do programa, o Bolsa Família prevê pagamentos adicionais destinados a públicos específicos. De acordo com as regras em vigor, o benefício inclui:
- R$ 150 por criança de até 6 anos;
- R$ 50 por gestante;
- R$ 50 por criança ou adolescente de 7 a 18 anos.
Os valores são cumulativos. Isso significa que uma família com quatro filhos entre 7 e 18 anos, por exemplo, recebe R$ 200 a mais por mês, somados ao valor mínimo do programa. Já lares com crianças pequenas podem ter um acréscimo ainda maior.
Pagamentos de janeiro já começaram
A Caixa Econômica Federal iniciou o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família nesta segunda-feira (19). Recebem primeiro os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 1. Ao todo, cerca de 18,8 milhões de famílias serão contempladas neste mês.
Em nove estados — Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe — o pagamento ocorre de forma unificada, independentemente do final do NIS, devido a situações de emergência ou calamidade pública.
Além do pagamento integral, cerca de 2 milhões de famílias estão enquadradas na chamada regra de proteção, em vigor desde junho de 2023. Nessa modalidade, famílias que conseguem emprego e aumentam a renda continuam recebendo 50% do valor do benefício por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
Como consultar valores e datas
Os beneficiários podem consultar datas de pagamento, valores e composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem ou pelo aplicativo oficial do Bolsa Família. As informações também estão disponíveis nos canais de atendimento da Caixa.
O Bolsa Família é voltado a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, e segue como um dos principais programas de transferência de renda do país, com impacto direto na subsistência de milhões de brasileiros.




