A pouco menos de três meses da Copa do Mundo de 2026, o cenário geopolítico volta a impactar o futebol internacional. Enquanto a Rússia permanece oficialmente fora da competição desde 2022, a participação do Irã passou a ser incerta diante da recente escalada de tensões com os Estados Unidos.
Banida das competições organizadas pela Fifa após a invasão da Ucrânia, a seleção russa não disputará o Mundial sediado por Estados Unidos, Canadá e México. A exclusão faz parte de um conjunto de sanções aplicadas ao país no esporte internacional, que também afetaram atletas em outras modalidades e eventos, como os Jogos Olímpicos.
Desde o início do conflito com a Ucrânia, entidades como Fifa e Uefa impediram a participação de clubes e seleções russas em competições oficiais. A medida, que já dura quase quatro anos, segue válida para a Copa de 2026.
Recentemente, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sinalizou desconforto com esse tipo de sanção, afirmando que proibições no esporte podem gerar mais efeitos negativos do que positivos. Apesar disso, não há indicação concreta de que a Rússia será reintegrada a tempo do próximo Mundial.
Irã vive cenário indefinido
Já o Irã, classificado para o torneio, enfrenta um cenário de incerteza após o anúncio de operações militares envolvendo Estados Unidos e Israel. O agravamento do conflito levantou dúvidas sobre a presença da seleção no Mundial.
Autoridades do futebol iraniano admitem que ainda não há definição sobre a participação. Entre os fatores considerados estão questões de segurança, possíveis restrições políticas e até uma eventual decisão de boicote por parte do país.
Apesar disso, a seleção iraniana segue programada para disputar a fase de grupos nos Estados Unidos, com jogos previstos contra Bélgica, Nova Zelândia e Egito.




