Eike Batista, conhecido por suas ousadas iniciativas empresariais, volta aos holofotes com um projeto inovador: a produção de bioplásticos a partir da supercana. Essa variedade geneticamente aprimorada da cana-de-açúcar promete transformar resíduos em produtos biodegradáveis, substituindo o plástico tradicional.
A iniciativa, anunciada em fevereiro de 2025, busca revitalizar a economia verde e marca o retorno de Batista ao cenário econômico brasileiro após anos de ausência.
Supercana
Desenvolvida pela Brazil Renewable X (BRXe), a supercana promete até três vezes mais etanol e até doze vezes mais biomassa do que as variedades tradicionais. A empresa de Eike Batista já conta com um investimento de US$ 500 milhões do Abu Dhabi Investment Group, visando expandir a produção e instalar unidades de moagem na região do Porto do Açu, no Rio de Janeiro.
Este projeto ambicioso planeja revolucionar os biocombustíveis e bioplásticos no setor agrícola.
Captação de recursos com o token $EIKE
O financiamento da supercana será viabilizado por meio do token digital $EIKE, emitido na plataforma Solana. Essa estratégia inovadora busca captar US$ 100 milhões, oferecendo aos investidores participação nos lucros futuros.
No entanto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alertou sobre a suspensão das ofertas do token no Brasil, evidenciando desafios regulatórios.
Desafios
Embora o projeto seja promissor, ele enfrenta resistência no setor agrícola brasileiro. Especialistas questionam a viabilidade econômica da supercana a longo prazo, destacando que projetos anteriores similares falharam em atender às expectativas.
Por outro lado, a supercana é vista como um potencial marco na transição para energia limpa, alinhando-se com práticas ESG e atraindo investidores interessados em inovar nesse campo.




