Investigação sobre a fortuna de Nicolás Maduro destaca um esquema de acumulação de ativos de mais de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 20,4 bilhões). Esses bens estariam distribuídos em pelo menos 20 países, envolvendo propriedades, contas bancárias e artigos de luxo. As investigações da ONG Transparência Venezuela apontam uma rede de corrupção e lavagem de dinheiro sob o regime venezuelano.
Os ativos de Maduro incluiriam imóveis, jatos e bens de luxo. Com mais de 745 propriedades identificadas, o valor geral é estimado em cerca de US$ 3,8 bilhões. Além disso, investigações já resultaram na apreensão de € 218 milhões em países europeus. A complexidade do esquema dificulta o rastreamento por parte das autoridades internacionais.
Ainda que a fortuna de Maduro seja surpreendente, ela é muito inferior à de outro conhecido na Venezuela: Juan Carlos Escotet, o único bilionário do país caribenho.
Fortuna de Juan Carlos Escotet
Juan Carlos Escotet é o único bilionário venezuelano. Segundo a Forbes, ele reúne atualmente uma fortuna de US$ 11,2 bilhões (cerca de R$ 60,3 bilhões), sendo três vezes maior que a de Maduro.

Nascido em Madri, Escotet construiu um império financeiro internacional, começando sua carreira na Venezuela. Esse crescimento se deu em meio a desafios econômicos e políticos no país.
Com um início humilde como mensageiro no Banco Unión aos 17 anos, Escotet rapidamente avançou no setor financeiro. Ele fundou a corretora e, posteriormente, o Banesco Banco Universal. A partir de 2012, começou a expandir seus negócios para a Europa, comprando o Banco Echevarría na Espanha. Isto consolidou sua presença em mercados globais como os Estados Unidos, Brasil e Suíça.
A trajetória internacional de Escotet tem sido marcada por aquisições estratégicas. A compra do Banco Echevarría preparou o caminho para a aquisição do Banco Abanca na Espanha. Esses movimentos fortalecem sua posição, especialmente em tempos de incerteza econômica na Venezuela.
Entretanto, ele enfrentou obstáculos políticos no país, incluindo uma intervenção estatal no Banesco em 2018. Durante esse período, onze executivos foram detidos sob alegações de irregularidades. A situação foi resolvida em 2019.




