Em meio à alta global dos combustíveis, impulsionada pela escalada de tensões no Oriente Médio, a diferença de preços da gasolina ao redor do mundo chama atenção. Enquanto no Brasil o litro já ultrapassa os R$ 9,00 em algumas regiões, países como a Líbia registram valores extremamente baixos, cerca de R$ 0,12 por litro.
Os dados são de um levantamento da plataforma Global Petrol Prices, que compara os custos do combustível em diversos países.
A Líbia ocupa o topo do ranking global, com gasolina a apenas US$ 0,023 por litro. Logo atrás aparecem o Irã e a Venezuela, também com preços extremamente reduzidos graças a políticas de forte subsídio estatal.
Outros países com combustível barato incluem Angola, Kuwait e Argélia, todos grandes produtores de petróleo ou com controle direto sobre os preços internos.
Nesses locais, governos utilizam receitas do petróleo para manter o combustível acessível à população, reduzindo o impacto das oscilações do mercado internacional.
Guerra pressiona preços globais
A atual disparada no preço do petróleo, que já ultrapassa os US$ 100 por barril, está diretamente ligada ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A instabilidade na região afeta rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo.
O cenário reforça que, apesar da produção local, o preço final pago pelo consumidor depende principalmente de políticas internas, subsídios e estrutura de mercado. Em momentos de crise, essas diferenças ficam ainda mais evidentes, ampliando o contraste entre países onde abastecer custa centavos e outros onde pesa cada vez mais no bolso.
Brasil aparece no meio do ranking
O Brasil ocupa posição intermediária no levantamento, com preço médio de cerca de US$ 1,27 por litro (aproximadamente R$ 6,56), embora valores mais altos já sejam registrados em diversas cidades.
Já os Estados Unidos aparecem com preços relativamente mais baixos entre economias desenvolvidas, influenciados pela alta produção interna e menor carga tributária sobre combustíveis.
Na outra ponta do ranking, regiões com alta carga de impostos lideram os preços mais elevados. O destaque é Hong Kong, onde o litro chega a ultrapassar R$ 21.




