A reforma trabalhista proposta pelo presidente argentino Javier Milei apresenta uma nova fase para o mercado de trabalho do país. Aprovada pelo Senado na madrugada de 12 de fevereiro, a legislação aguarda análise na Câmara dos Deputados, com votação programada antes de 1º de março de 2026.
Esta reforma busca alterar regulamentações dos anos 1970, reduzindo custos e formalizando empregos em uma economia marcada por alta informalidade.
Pressão no Congresso
A proposta de Milei já sofreu mudanças no Senado para sua aprovação. Estão previstas flexibilizações como a ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas e a criação de um banco de horas que permita a troca de horas extras por folgas. Além disso, a reforma possibilita o fracionamento das férias em períodos menores.
Sindicalistas e oposicionistas resistem a essas modificações, alegando que elas fragilizam direitos adquiridos. Enquanto o governo defende as mudanças como essenciais para atrair investimentos e modernizar o mercado de trabalho, a insatisfação entre os trabalhadores é evidente.
Protestos intensificam confronto
Durante a aprovação no Senado, ocorreram protestos violentos em Buenos Aires. Confrontos entre manifestantes e a polícia deixaram claros os sentimentos contrários à reforma.
A Federação dos Trabalhadores do Transporte anunciou paralisações em setores como transporte terrestre, aéreo e marítimo, impactando operações essenciais à economia.
A central sindical CGT convocou uma greve geral para coincidir com a votação na Câmara, demonstrando o poder de mobilização desses grupos e ampliando as tensões entre governo e trabalhadores.
Próximos passos
A análise na Câmara dos Deputados está marcada para o final de fevereiro, com expectativa de aprovação antes de 1º de março. Milei abrirá as sessões ordinárias do Congresso com um discurso planejado para destacar este marco de sua administração.
Se aprovada, a reforma modificará profundamente as relações de trabalho na Argentina, afetando tanto empregados quanto empregadores.



