Para muitas pessoas (incluindo a redatora), pegar um Sudoku vai despertar um grau considerável de impaciência, mas isso é o máximo. Mas um caso raro na Alemanha chamou a atenção de pesquisadores: um homem de 25 anos, sobrevivente de uma avalanche, desenvolveu um tipo de epilepsia desencadeada por estímulos visuais – como o jogo tradicional japonês.
Como explica o jornal O Globo, esse paciente sobreviveu a uma avalanche em 2008, durante uma viagem de esqui nos Alpes. Ele foi soterrado por cerca de 15 minutos e sofreu hipoxia, quando ocorre uma redução crítica de oxigênio nos tecidos. Resgatado por um amigo, ele foi encaminhado para um hospital na Alemanha. Essa falta de oxigênio causou danos cerebrais e nos dias seguintes ao acidente surgiram sintomas como movimentos involuntários nas pernas e na boca.
Paciente começou a sofrer com epilepsia
Em seu período de reabilitação, o paciente retomou o hábito do Sudoku, e começou a ter espasmos repetidos no braço esquerdo, que pararam assim que ele deixou o jogo de lado. O padrão chamou a atenção da equipe médica do paciente, liderada pelo neurologista Berend Feddersen, da Universidade de Munique.
Ele foi diagnosticado com epilepsia reflexa, que é quando as crises são causadas por estímulos específicos. “No caso, tarefas que exigiam processamento visual e espacial complexo, como a visualização tridimensional envolvida no Sudoku, atuavam como gatilho”, explica O Globo. Essa condição foi uma das consequências dos danos cerebrais que ele sofreu durante a avalanche.
De acordo com o site Live Science, o jovem ficou sem crises por mais de cinco anos depois de ser tratado com medicação antiepiléptica e começou a fazer fisioterapia para diminuir os movimentos involuntários residuais. Além disso, como medida preventiva, ele também passou a evitar jogos como o Sudoku.




