O veneno de escorpião, altamente valorizado na medicina e na cosmética, está transformando setores científicos e econômicos. Produzido a partir de fazendas especializadas, como as localizadas na Turquia, Nigéria e Egito, este líquido pode alcançar US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,5 milhões) por litro, devido à seu processamento complexo e raro.
A demanda crescente por veneno de escorpião está contribuindo para avanços médicos significativos. Composto por peptídeos e proteínas, o veneno mostra potencial para tratar condições como cânceres; estudos da Universidade de São Paulo destacam sua eficácia em células de câncer de mama.
Além disso, o medicamento Vidatox, desenvolvido em Cuba, utiliza veneno como base de tratamentos contra o câncer, oferecendo efeitos anti-tumorais.
Fenômeno das fazendas de escorpiões
Empreendedores de diversos países têm investido em fazendas de escorpiões, com o objetivo de garantir a extração meticulosa do veneno. Apesar de lucrativo, o processo é minucioso, pois cada escorpião produz pequenas quantidades de veneno.
Em países como a Nigéria e Egito, escorpiões são criados em ambientes controlados para otimizar essa prática.
Práticas sustentáveis são fundamentais para manter a qualidade do produto e proteger a biodiversidade. Em locais como a Turquia, a criação de escorpiões se dá em condições laboratoriais rigorosas, assegurando a qualidade do veneno extraído, que é destinado principalmente para pesquisas médicas.
Perspectivas futuras do setor
O futuro da indústria do veneno de escorpião promete crescimento, com o potencial terapêutico ainda sendo explorado por pesquisadores. As propriedades químicas do veneno despertam interesse por suas aplicações médicas e possíveis novos tratamentos para doenças difíceis de gerenciar.
Desta forma, a indústria cosmética de luxo também se beneficia, incorporando este componente para aprimorar produtos de cuidado com a pele.




