O governo federal está aumentando a implementação da Carteira de Identidade Nacional (CIN), novo modelo de documento que pretende unificar a identificação civil dos brasileiros. A principal mudança é a adoção do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação em todo o país.
A CIN poderá ser emitida em duas versões. A primeira é a versão física, disponível em papel ou policarbonato, voltada principalmente para pessoas que não têm acesso à internet ou a smartphones.
Já a versão digital ficará disponível no aplicativo Gov.br, mas somente após a emissão do documento físico. O modelo também inclui um QR Code, que permite verificar a autenticidade da identidade e identificar se o documento foi furtado ou extraviado.
A nova identidade foi instituída pelo Decreto nº 10.977/2022 e faz parte de um processo de modernização dos registros civis. A medida busca reduzir inconsistências em cadastros públicos, aumentar a segurança dos dados e simplificar a identificação dos cidadãos.
Integração com serviços públicos
Além de substituir o antigo RG como principal documento de identificação, a nova carteira tem o objetivo de integrar informações usadas em políticas públicas, facilitando o acesso a serviços e benefícios sociais.
A CIN também fortalece o sistema de autenticação da conta Gov.br, podendo facilitar o acesso ao nível Ouro de segurança na plataforma. Atualmente, o sistema reúne mais de 173 milhões de usuários e oferece acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais, além de diversos serviços estaduais e municipais.
Para emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, o cidadão precisa realizar um agendamento nas plataformas oficiais do estado e comparecer presencialmente ao local indicado para coleta de dados.
Entre os documentos exigidos estão:
- Certidão de nascimento ou casamento
- Comprovante de residência
A primeira via do documento é gratuita.
Alguns estados já avançaram significativamente na emissão da nova identidade. O documento também deve passar a ser utilizado de forma obrigatória em cadastros biométricos para benefícios sociais a partir de 2026, ampliando sua integração com políticas públicas e sistemas governamentais.




