Enquanto as atenções recentes se voltaram para a mpox, outro grupo de vírus respiratórios avança rapidamente pelo Brasil no pós-Carnaval. O novo Boletim InfoGripe, elaborado pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica crescimento nacional dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com aumento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em diversos estados.
A análise considera o período de 15 a 21 de fevereiro e aponta que Goiás, Sergipe e Rondônia estão em nível de alerta, com tendência de alta no longo prazo. O vírus influenza A também apresenta crescimento em algumas regiões, ampliando o cenário de preocupação.
Em Pernambuco, o estado entra oficialmente na sazonalidade da SRAG, período que vai de março a agosto e concentra maior número de casos. Nas primeiras sete semanas do ano, 53,1% das notificações da síndrome foram registradas em crianças de 0 a 2 anos, grupo considerado mais vulnerável às complicações respiratórias.
Diante desse quadro, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco reforçou o alerta para a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas, especialmente para proteger bebês e crianças pequenas durante os meses mais críticos.
A SRAG é caracterizada por quadros respiratórios que evoluem para hospitalização e podem incluir febre persistente, dificuldade para respirar e cansaço intenso. Em casos graves, pode haver insuficiência respiratória. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com pessoas infectadas, por meio de gotículas respiratórias.
Prevenção e vacinação são principais estratégias
Especialistas recomendam a adoção de medidas simples para conter a disseminação dos vírus, como higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, ventilação adequada dos ambientes e reforço na limpeza doméstica. O uso de máscaras por pessoas com sintomas gripais também é indicado como forma de proteção coletiva.
A vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir o risco de complicações, sobretudo no caso da influenza. Como os vírus da gripe apresentam alta taxa de mutação, os imunizantes são atualizados anualmente para acompanhar as cepas de maior circulação.
Autoridades de saúde orientam que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais de agravamento em crianças, como febre persistente e dificuldade respiratória, e procurem atendimento médico diante de qualquer piora no quadro clínico.




