Longamente rejeitada por parte do público, a anchova está ganhando espaço nos cardápios e nas dietas, especialmente entre quem busca emagrecer com saúde. Pequena e no fim da cadeia alimentar, ela acumula pouco mercúrio e oferece um pacote poderoso de benefícios: é rica em ômega-3, selênio, niacina, vitaminas B12 e A, cálcio e potássio.
Símbolo de controvérsia nas pizzas, a anchova é reverenciada em regiões como o Mediterrâneo, a Ásia e a África do Norte, onde receitas tradicionais exploram seu sabor intenso. A resistência, segundo historiadores, remonta ao século 19, quando protestantes pregavam comidas simples e sem tempero, associando sabor intenso a excessos e doenças.
Nutrientes que favorecem a perda de peso e a saúde
Segundo o especialista em biotecnologia Heru Pramono, da Universitas Airlangga, a anchova concentra 20 tipos de aminoácidos benéficos, especialmente para gestantes, graças ao cálcio essencial para o desenvolvimento fetal. O ômega-3 presente no peixe favorece o desenvolvimento cerebral, ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e contribui para o controle do peso, já que estimula o metabolismo.
Além disso, a proteína de alta qualidade é base para a formação muscular e pode atuar como agente preventivo contra o câncer. O único cuidado é com o sódio: versões enlatadas podem conter até 40% da recomendação diária em uma única porção.
Consumo inteligente e preparo correto
Para preservar nutrientes, o recomendado é priorizar anchovas frescas e minimizar o tempo de cozimento. Usar o peixe em omeletes no lugar do sal ajuda a reduzir o consumo de sódio sem abrir mão do sabor. Consumida de forma moderada e constante, a anchova pode ser um reforço valioso em dietas voltadas para emagrecimento e saúde geral.




