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Essa é a quantidade ideal de café que devemos consumir por dia, segundo especialistas

Por Pedro Silvini
02/01/2026
Em Geral
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cafeteira café

(Reprodução/IStock)

Beber entre 3 e 4 xícaras de café por dia pode retardar o envelhecimento biológico e oferecer até cinco anos extras na idade celular de pessoas com transtornos mentais graves. A conclusão é de um estudo publicado na revista BMJ Mental Health, que analisou o impacto do consumo da bebida nos telômeros, estruturas que protegem o DNA e encurtam com o tempo.

Segundo os pesquisadores, café em moderação está associado ao aumento dos telômeros — mas qualquer quantidade acima desse limite deixa de trazer benefícios e não impede o processo acelerado de envelhecimento observado em pessoas com esquizofrenia, transtorno bipolar e psicoses.

O estudo avaliou 436 participantes do TOP Study, na Noruega, e dividiu os voluntários em quatro grupos: quem não bebia café, quem tomava 1–2 xícaras, 3–4 xícaras e 5 ou mais xícaras por dia.

Os resultados formaram uma curva em J:

  • 3–4 xícaras: telômeros mais longos e envelhecimento biológico mais lento.
  • 5+ xícaras: nenhum benefício adicional.
  • 0 xícaras: telômeros mais curtos.
Consumo de café feito pelo o estudo (Reprodução/Vid Mlakar et al. 2025)

Os pesquisadores destacam que muitos fatores podem influenciar os resultados, como tipo do café, método de preparo e quantidade real de cafeína, pontos que não foram registrados no estudo. Ainda assim, os achados reforçam a recomendação de agências internacionais, como NHS (Reino Unido) e FDA (EUA), que apontam 400 mg de cafeína por dia — o equivalente a quatro xícaras — como limite seguro.

Café fica mais caro — brasileiros consomem 1.430 xícaras por ano

Enquanto a ciência investiga os benefícios da bebida, o mercado do café vive um dos períodos mais instáveis das últimas décadas. Após quatro anos seguidos de problemas climáticos — geada em 2021, estiagem em 2023 e excesso de chuvas em 2024 — os preços dispararam.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Pavel Cardoso, afirma que a escalada dos preços é resultado de uma “curta oferta global e forte demanda”.

“Esse acúmulo de quatro anos de problemas climáticos e o crescimento da demanda explicam essa alta. A indústria teve aumento de mais de 200% nos custos e parte disso precisou ser repassada ao consumidor”, declarou Cardoso.

Apesar disso, a Abic prevê que a safra colhida no Brasil a partir de abril deve estabilizar os preços, e que 2026 pode trazer uma safra ainda maior que o recorde de 2020.

O consumo interno segue aquecido: entre novembro de 2023 e outubro de 2024, o Brasil consumiu 21,9 milhões de sacas, permanecendo como o segundo maior consumidor do mundo — o equivalente a 1.430 xícaras por pessoa ao ano.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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